ACHMG

São João Del Rei

Região das manifestações

História e Palavra do Prefeito

História de São João Del Rei

 

Fins do século XVII: Tomé Portes e família se “estabelecem” às margens do rio das Mortes e dão inicio ao povoamento da região. Além de cobrar pela travessia do rio, Tomé oferecia pouso e mantimentos aos que passavam pelo caminho (futura Estrada Real). O local onde se instalou Tomé ficou conhecido como Porto Real da Passagem e até hoje guarda a denominação antiga: Porto.

1702: Descobertas no lado direito do rio deram origem, ao Arraial de Santo Antonio, também conhecido como Arraial Velho, futura Tiradentes.
1704: Nos fins de 1704, dois anos depois da morte de Tomé Portes (assassinado em 1702, por seus escravos), o paulista Lourenço da Costa descobre ouro no ribeirão de São Francisco Xavier (Sr dos Montes), a oeste do Porto da Passagem.

1705: O português Manuel João Barcelos descobre grandes quantidades de ouro nas encostas do morro das Mercês. As notícias atraem muitas pessoas. Nasce então um novo arraial, em honra de N Sra do Pilar, denominado Arraial de N Sra do Pilar do Rio das Mortes ou simplesmente Arraial Novo, embrião da vila de São João del-Rei.

1707-1709: Anos da Guerra dos Emboabas, conflito que começou e terminou em São João del-Rei. Como conseqüência, o arraial foi incendiado e a população, com medo de novos ataques, se transferiu para a margem do rio das Mortes, próximo ao Porto da Passagem.

1709: uma das conseqüências da guerra foi à divisão administrativa do território. Rio de Janeiro, Minas e São Paulo pertenciam a uma mesma capitania que foi desmembrada principalmente para aumentar a fiscalização sobre o ouro e sobre a população deste vasto território.Com a separação surgiram duas novas capitanias: a capitania do Rio de Janeiro e a Capitania de São Paulo e das Minas do Ouro.

1713: O arraial reconstruído e próspero é elevado a categoria de vila em 8 de dezembro de 1713, com o nome de Vila de São João del-Rei, homenagem do governador D. Brás Baltazar da Silveira a D João V, rei de Portugal.

1714: A importante localização e a grande quantidade de ouro de suas betas e córregos fez com que a vila se tornasse cabeça de Comarca em 06 de abril de 1714. O território das Minas era dividido em três comarcas, a saber: Comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará; Comarca de Vila Rica, com sede em Vila Rica (Ouro Preto); Comarca do Rio das Mortes, com sede em São João del-Rei.

1720: A capitania de São Paulo e das Minas é novamente dividida. Nasce então, a capitania das Minas Gerais.

1774: É instalada em São João del-Rei a primeira escola pública da capitania das Minas Gerais: a Aula Régia de Latim.

1789: Descoberta a conspiração denominada Inconfidência Mineira. A vila de São João del rei não teve participação direta no movimento – a maioria das reuniões aconteceram  em Vila Rica e Rio de Janeiro. No entanto, importantes inconfidentes saíram da região do Rio das Mortes, dentre eles o são joanense Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, o único que pagou com a própria vida pelo movimento.

1827: a vila de São João del-Rei ganha a primeira biblioteca pública do estado de Minas e o segundo jornal: O Astro de Minas. Iniciativas do ilustre cidadão Batista Caetano de Almeida.

1833: São João del-Rei serve como sede temporária do governo da Capitania de Minas durante a Sedição Militar de Ouro Preto. Como “presente”, a vila ganha o Chafariz da Legalidade, popularmente conhecido como o Chafariz dos Arcos.

1838: em 06 de março a vila é elevada à categoria de cidade. Cidade de São João del Rei.

A riqueza da agricultura e do comércio traz grande prosperidade. A cidade, se torna um centro comercial, cultural e político da Capitania e do Império e recebe o título de “celeiro de Minas”. O progresso chega de muitas maneiras: através da organização e melhoramento do espaço e dos serviços urbanos; através da “fundação” de inúmeras escolas, associações, etc; através da instalação da primeira casa bancária (1860), da Estrada de Ferro Oeste de Minas (1881), das fábricas (laticínios, curtumes, têxteis -1891, etc). No final do século XIX a cidade quase foi eleita Capital de Minas, sem contudo, perder suas tradicionais características: a religiosidade e a fé de seu povo e a grandeza de sua arte e de suas manifestações populares.

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